| De olho em 2016
Repatriado pelo Paulistano, Jordan Burger é um dos destaques da equipe neste início de NBB e já pensa nas Olimpíadas do Rio de Janeiro
Uma das principais revelações do basquete brasileiro nos últimos anos retornou esta temporada ao país para a disputa do NBB e está fazendo a diferença. Jordan Burger, de apenas 19 anos, atuou por quase quatro anos na Espanha até ser repatriado pelo Paulistano/Amil para a temporada 2010/2011.
O jovem ala soma médias de 13,6 pontos e 5,6 rebotes em pouco mais de 25 minutos por partida, com 66,6% de aproveitamento nos arremessos de 2 pontos e 50% nos tiros de 3 pontos. Em sua melhor partida, contra o Itabom/Bauru na quarta rodada do NBB, Jordan foi fundamental para levar sua equipe a vitória, mesmo após estar perdendo de quase 20 pontos. Ele foi o cestinha da partida, com 22 pontos anotados.
“Para mim é uma grande conquista, porque com a minha idade não tem muitos jogadores que podem ajudar os times a decidir jogos. Aquele jogo foi essencial para ganhar confiança. No primeiro tempo eu não fiz muito, mas no segundo tempo eu pude entrar e marcar os pontos que o time precisava” declarou Jordan Burger.
O bom desempenho credencia o jogador como uma das apostas do basquete brasileiro para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, quando terá 25 anos.
“Eu sei que o Brasil está com esse projeto para 2016 e eu quero muito fazer parte dele. Vou fazer o máximo para jogar essa olimpíada”, disse o ala.
Ainda há um caminho longo a percorrer até 2016, mas Jordan Burger já deu seus primeiros passos. Em 2009 chegou a treinar com Moncho Monsalve, então técnico da Seleção Brasileira, para a disputa dos Jogos da Lusofonia. Em 2010, foi chamado por Rubén Magnano para compor o grupo que treinou visando a disputa do Mundial da Turquia.
“Foi muito legal a experiência. Tive a oportunidade de treinar com os caras de máximo nível, para ver o meu potencial. E eu vi que eu treinava no mesmo nível. Ele [Rubén Magnano] falava para eu treinar normalmente, sem pressão nenhuma. O Raulzinho teve a chance de ir ao Mundial, eu até tinha a possibilidade também, mas na ala tinham mais gente concorrendo e não deu”, destacou o jogador.
Jordan saiu do país muito jovem, com apenas 15 anos, e jogou por quatro anos no Cajasol de Sevilla, na Espanha. Depois de tanto tempo fora do país, o atleta explica o que motivou seu retorno.
“Eu não tinha o passaporte espanhol, o que me possibilitaria mais oportunidades, então decidi com minha família que o melhor era voltar ao Brasil, até por questões contratuais, pois é mais vantajoso jogar aqui do que na segunda divisão espanhola, por exemplo”, revelou.
Um jogador formado
Para Gustavo de Conti, o Gustavinho, treinador do Paulistano e assistente técnico da Seleção Sub-19, Jordan já é uma realidade. Ele ressaltou a qualidade do novo comandado e se mostrou surpreso com a rápida adaptação do jogador.
“Quando ele chegou, eu achei q ele teria mais dificuldade para se adaptar ao basquete brasileiro, mas ele me surpreendeu e teve bastante facilidade. O que ele mais agrada, sem dúvida nenhuma, é na parte defensiva e nos rebotes. Ele é um jogador muito versátil, pode jogar da posição 3 e na 4, é um bom arremessador e infiltrador”, comentou Gustavinho.
“O basquete brasileiro a gente vê que é um pouco carente nessa posição 3, e ele é um jogador que se enquadra bem. Ele é um cara que ajuda muito nos rebotes e vai bem defensivamente. Eu projeto ele, sim, como um forte candidato a estar não só em 2016, mas também em outras competições com a Seleção”, completou.
|